Qual o melhor investimento para o curto, médio e longo prazos?
Por: Flávia Furlan Nunes
30/04/09 - 18h15
InfoMoney
SÃO PAULO - Uma pessoa que precisa de
dinheiro
para fazer uma viagem ao final do ano não deve aplicá-lo da
mesma forma que uma outra que necessita da quantia para arcar
com a faculdade do filho. A questão parece bastante óbvia,
afinal, a primeira conta com menos tempo do que a segunda. Mas a
situação se complica quando questionado: qual investimento cada
uma dessas pessoas deve fazer?
No curto prazo, a professora da FGV (Fundação Getulio Vargas),
Myrian Lund, afirmae que é preciso deixar o dinheiro em uma
alternativa com liquidez, ou em uma aplicação que permita saque
rápido. "Considero o curto prazo aquele investimento em que a
pessoa vai precisar do dinheiro no prazo de um ano", afirmou. "A
melhor aplicação que tem hoje é o CDB DI".
O
CDB é um
certificado de depósito bancário, em que a pessoa empresta para
o banco, com a garantia de uma aplicação como a da poupança. A
liquidez, por sua vez, é diária. Myrian orientou o investidor a
fazer um CDB atrelado a uma proporção do DI, que é a taxa de
juro praticada no Brasil (de 10,25% ao ano).
"Pegue sempre algo acima de 85% do DI. Abaixo disso, é melhor ir
para a poupança. Como é um produto que pode-se negociar,
verifique quanto o banco está pagando. Senão, não é vantajoso",
completou.
A poupança
Ainda para quem quer aplicar no curto prazo, ou no tempo máximo
de um ano, a planejadora financeira Rosário Pujado indica a
poupança, "pelo menos enquanto as regras de cálculo permanecerem
do jeito que estão, já que o governo cogita mudar a forma de
cálculo, mas terá dificuldades para aprovar a mudança".
A possibilidade de mudança do cálculo da
poupança
está ligada ao fato de que a queda da taxa de juro Selic está
levando muitos investidores de fundos de investimento de renda
fixa para as cadernetas, que rendem 6% ao ano mais
TR (taxa
referencial).
Médio prazo
Em relação ao médio prazo, que Rosário considera ser um
investimento de um a três anos, ela indica o CDB prefixado, de
mais de 720 dias, para que o investidor possa pagar a alíquota
mínima de IR (Imposto de Renda); ou letras hipotecárias, isentas
de IR para o investidor pessoa física.
Já Myrian considera uma aplicação de médio prazo aquela até
cinco anos. "O que acontece é que a pessoa, quando tem uma data
mais confortável para atingir seu objetivo, fica buscando sair
da renda fixa. Sempre que tem prazo, não recomendamos renda
variável, mas renda fixa. Nesse caso, eu também recomendo um
fundo DI".
De acordo com ela, também pode ser considerado um fundo de
investimento, desde que a taxa de administração não seja de 2%
ou mais. Neste caso, o CDB DI é melhor.
Longo prazo
A professora da FGV considera de longo prazo um investimento com
tempo acima de cinco anos. Neste caso, ela indica a
renda variável,
de 10% a 30% do dinheiro que a pessoa dispõe para investir. "A
Bolsa de Valores já retomou tendência de alta. Apesar de um ano
ruim, a Bolsa trabalha com expectativas e, para 2010, elas são
positivas".
A planejadora financeira, por sua vez, afirmou que a aplicação
no longo prazo vai depender também da tolerância ao risco do
investidor. "Podemos sugerir um mix de títulos públicos
comprados via tesouro direto", explicou.
"Os fundos multimercados são uma boa alternativa de
diversificação, entretanto o investidor deve ficar de olho nas
taxas de administração cobradas pela instituição financeira",
finalizou Rosário, para quem o investimento de longo prazo já é
aquele com mais de três anos.